01/03/2008 12:18
CAIXA-POSTAL
A semana teve dois temas campeões de audiência.
Eles abrem nossa conversa de hoje:
César (entre muitos) escreve: Qual é sua opinião sobre o lance da contusão grave do Eduardo da Silva, do Arsenal? Você acha que foi um acidente?
Resposta: Acho. Fiz um post bem (ou mal, depende do ponto de vista) ilustrado sobre o caso, anteontem. Mas volto a ele pelo número de mensagens, e porque recebi do Mauro Cezar Pereira, meu companheiro na ESPN, um vídeo que ainda não tinha visto. Não pretendo convencer os que viram maldade por parte de Martin Taylor, apenas quero reforçar minha opinião. Ao ver o vídeo, faça um exercício: usando o botão "pause", vá parando o lance nos instantes imediatamente anteriores ao choque. Perceba que o pé direito de Taylor está, EM TODOS OS MOMENTOS, baixo e na direção da bola. Eduardo lhe dá um último toque, e Taylor, em vez da bola, atinge o que está em seu lugar: o tornozelo do croata. Carrinho para quebrar não mira a bola, nem se preocupa onde ela está. Taylor foi grosso, bruto demais, usou força excessiva, chegou atrasado. Mas, insisto, não quis quebrar a perna de Eduardo. O vídeo está
aqui.
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Flávio (também entre muitos) escreve: Por favor diga o que você achou da comemoração do Souza, do Flamengo, no jogo contra o Cienciano?
(se você passou a semana dormindo e não viu, Souza imitou um bebê chorando, num recado à torcida do Botafogo, que lamenta a derrota na decisão da Taça Guanabara).
Resposta: Desnecessária. Por dois motivos: o primeiro é que este tipo de gozação (que faz parte e dá graça ao futebol) deve ficar restrito aos torcedores. Jogador de futebol deve tomar cuidado com o que faz, porque certas atitudes podem levar ao aumento da (já grave) violência nos estádios. O segundo é que Souza não "levou uma" apenas com a torcida do Botafogo. Ele sacaneou os jogadores, o técnico e o presidente do Botafogo. Evidente falta de respeito com seus pares. A torcida do Flamengo é uma das coisas mais lindas do futebol. Custa-me crer que, em vez de correr na direção dela e admirar a cena, um jogador prefira outro tipo de comemoração. Não dou muita importância ao fato de Souza ter fechado uma porta profissional, isso é problema dele, que se garanta. O que acho é que é preciso saber perder, e o que é bem mais difícil, ganhar. Isto dito, não foi a primeira e não será a última vez. O blogonauta Roberto Ribeiro, vascaíno, mandou para o blog (que agradece) um e-mail condenando a atitude de Souza, mas lembrando que jogadores do Botafogo protagonizaram cena parecida na final do Campeonato Carioca de 1997. Fizeram a "dança da bundinha" (quanto mau gosto...) na frente da torcida do Vasco. No primeiro jogo, Edmundo tinha feito a dancinha na frente de Gonçalves. Se buscarmos na memória, outros exemplos virão. Souza foi mal, mas não foi o único.
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André escreve: Volto a fazer uma pergunta sobre música/futebol: se te dessem R$250,00 pra gastar e apenas duas opções, o ingresso mais barato pro show do Bob Dylan ou 10 ingressos pra jogos do campeonato paulista, qual você escolheria?
Resposta: How does it feel... to be on your own... with no direction home... like a complete unknown... like a rolling stone?
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Gustavo escreve: Por que o seu foi o único blog do IG que não passou por uma atualização de layout?
Resposta: O pessoal do IG está trabalhando nisso. Pelo que sei, ela está a caminho.
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Obrigado pelos e-mails, cada vez mais numerosos. Bom fim-de-semana.
(mensagens para a CAIXA-POSTAL do Blogol: bligol@ig.com.br, ou clique no link do lado direito da página)
"O jogo é feito sob medida para cada participante. Pense nele como ótimas férias. A diferença é que você não vai a lugar nenhum. Elas vêm até você."
O que vai acontecer com Nicholas Van Orton, em "Vidas em Jogo".
enviada por André Kfouri
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(O que é isso?)