08/03/2008 16:51
CAIXA-POSTAL
Estou realmente atrasado. Portanto...
João Henrique escreve: Vamos falar sobre o Lulinha
(jogador do Corinthians)? Em algumas jogadas, vejo que há um bom jogador ali, talvez um diamante ainda bruto. Mas uma parte da imprensa especializada está dizendo que não passa de um cabeça-de-bagre com disposição física. Talvez um post todo seja muito pro assunto, me contento então, com uma resposta.
Resposta: Sabe qual é o grande problema? O menino tem 17 anos. Não pode dirigir um carro. Em tese, não pode entrar num bar e tomar uma cerveja. E já é vendido (no sentido da badalação) como se fosse um craque. Uma das maiores barbaridades cometidas no Corinthians no ano passado foi passar para a torcida a idéia de que ele e Dentinho (19 anos) salvariam o time do rebaixamento. Se isso aconteceu por pressão de empresários, é só mais um agravante. Ninguém pode dizer se Lulinha é um cabeça-de-bagre, um bom jogador ou um diamante bruto. É preciso que ele tenha condições, e tranquilidade, de mostrar o que ele realmente é. Não acredito que isso acontecerá.
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Jéferson escreve: Para você, quem é o Dodô? Um craque ou apenas um jogador que faz gols bonitos em jogos que não importam?
Resposta: Nenhum dos dois. Dodô é um jogador muito talentoso e muito habilidoso, que às vezes passa uma imagem de desinteresse. Não acho que suas atuações variam conforme a importância do jogo. Dodô sabe fazer gols e, sem dúvida, sabe fazer gols bonitos, como vimos na goleada do Fluminense sobre o Arsenal e em muitas outras ocasiões.
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Marcelo escreve: Falando sobre a derrota do Flamengo para o Nacional
(3 x 0, com expulsões infantis de Toró e Léo Moura), quando os times brasileiros aprenderão a não cair na provocação dos adversários na Taça Libertadores?
Resposta: Também quero saber. É incrível que, ano após ano, tenhamos exemplos como o da última quinta-feira. Ainda não entendi o motivo do descontrole dos jogadores do Flamengo. Muito menos as expulsões. Quase todas as vezes em que nossas equipes entram na pilha dos adversários (especialmente argentinos, uruguaios e paraguaios), dão-se mal. Não sabemos jogar o jogo da agressão e da intimidação, sabemos jogar o jogo. O curioso é que, na teoria, todos os times sabem quais são os pecados que não podem ser cometidos, o Flamengo sabia direitinho. Mas poucos resistem.
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Thiago escreve: Como está o livro que você está escrevendo sobre o Fernando Meligeni? Em que fase do projeto está, quando será lançado?
Resposta: O correto, além de "sobre o Fernando", é "com o Fernando". Estamos trabalhando juntos. E como ele está falando abertamente sobre o projeto, no blog dele e em entrevistas, acho que não há problemas em fazer o mesmo. Mas não posso dar muitos detalhes. Coisas interessantes aconteceram nos últimos dias. É para este ano.
OBS: Interessantíssimo o artigo do "Independent" que você mandou. Muito obrigado pela dica.
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Desculpem o horário avançado da CAIXA de hoje. E, como sempre, obrigado pelas mensagens.
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"Deus não fez isso. Nós fizemos!"
Robert Neville, em "Eu sou a Lenda"
enviada por André Kfouri
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