27/02/2008 00:05
DÓCIL FELINO
Émerson Leão está calmo.
Talvez tenham sido as duas vitórias seguidas do Santos.
Ou talvez seja uma "nova fase" do treinador.
O fato é que as conversas informais, que acontecem quando um treinador é cercado por jornalistas
após uma entrevista coletiva, voltaram.
Participei de uma delas nesta terça-feira. O que me fez tentar lembrar de quando tinha sido a última vez.
No Corinthians, nenhuma chance.
No Atlético Mineiro, não posso dizer.
Acredito que desde que era técnico do São Paulo, em 2005, Leão não aceitava a aproximação dos jornalistas para um papo após a entrevista.
É nessas ocasiões, com muita frequência, que um técnico (ou um jogador) diz o que não disse em sua coletiva.
Leão revelou que pensou em substituir (na verdade,
quase substituiu) o zagueiro Evaldo, logo após a falha que gerou o gol do Ituano, no domingo passado.
Três minutos depois, Evaldo fez falta violenta no meio-de-campo e foi expulso.
"É por isso que técnico não pode agir com o coração", disse Leão, assumindo que não quis expor o zagueiro ao substitui-lo logo depois do gol.
"Eu deveria ter tirado", concluiu.
A conversa também rendeu um outro comentário interessante.
Falando sobre os garotos do Santos, Leão disse que Alemão e Tiago Luís voltarão ao time quando "nós tivermos um pouco mais de folga", referindo-se à situação do time na tabela.
E que Wesley, atacante de 20 anos cuja vitalidade permite que Molina seja desobrigado a trabalhar na marcação (ao lado da entrada de Mariano Trípodi, para dividir a atenção dos zagueiros com Kléber Pereira, foi o que mudou o time), é "o mais humilde e mais responsável" entre os jovens da equipe.
enviada por André Kfouri
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