BLOGOL Kfouri
12/02/2008 13:33

AGORA FICOU INTERESSANTE...

Declaração de Eurico Miranda, em entrevista ao programa "Casaca no Rádio":

"Foi uma desculpa que o Romário apresentou (de interferência na escalação do time), que é esfarrapada. É evidente que o motivo não é esse. Porque se vamos falar de interferência, interferi no passado diversas vezes. Interferi com Renato Gaúcho e com Celso Roth em favor do Romário. O Romário tinha que jogar porque tínhamos um projeto do gol 1000. E ele participou disso."


Hmmmm...

É claro que Romário não saiu do Vasco por causa da ordem de Miranda para escalar Alan Kardec.

Escrevi isso no Lance! de sábado, e repito aqui: escalar Kardec no lugar de Abuda não é algo tão gritante quanto escalar o Seu Boneco no lugar de... Romário (no auge).

Por isso é difícil de acreditar que a crise se deu por causa disso.

O presidente do Vasco confirma, portanto, que o problema não foi esse.

Então qual foi?

Por que Romário brigou com o Vasco, com quem diz ter uma "relação muito forte", e brigou também com a pessoa que ele chama de "meu pai no futebol"?

Mas a coisa fica boa mesmo na parte final da declaração do rei de São Januário.

Lembra do que Renato Gaúcho disse na quarta-feira passada, quando a saída de Romário começou a repercutir?

"No meu time ninguém se mete. Nem no Vasco, nem no Fluminense e nem em qualquer outro clube."

Não que Renato precise responder a quem quer que seja. Aliás, essa é mais uma daquelas conversas que levam ao nada.

A questão é que a interferência de cartolas no trabalho de técnicos de futebol é quase tão antiga quanto os cartolas e os técnicos de futebol.

Mesmo aqueles (poucos) dirigentes que não se julgam donos de seus clubes fazem isso.

Os motivos são vários: tem o cara que pensa que é técnico e manda mexer no time porque acha que entende mais, tem aquele jogador que precisa ser escalado para ser vendido, tem o que precisa jogar porque é "afilhado" de algum outro cartola...

O que muda é o tom, a forma como a coisa é feita. As decisões que "parecem" ter sido tomadas em conjunto, numa equipe de trabalho, incomodam menos.

A ordem dada sem mais nem menos é um convite ao desgaste. Se for pública, então, quase sempre termina em divórcio.

Ou vira pretexto para que se pegue o boné.

Foi o que Romário fez.

E agora corre o risco de ficar sem a estátua em São Januário, inaugurada em agosto do ano passado.

Eurico está pensando em retirá-la.

Que piada.


enviada por André Kfouri






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