09/12/2007 13:13
COLUNA DOMINICAL
É mesmo possível que Dorival Júnior tenha sido dispensado porque
classificou o Cruzeiro para a Libertadores?
Parece conversa de loucos, mas não é.
Valdir Barbosa, gerente de futebol do Cruzeiro (e um cara sobre quem você não vai ouvir
ninguém falar mal), respondeu com um sincero "É... talvez não." a pergunta feita durante a semana pelo PVC: "se o Cruzeiro não tivesse se classificado, o Júnior não teria sido demitido?"
Quem não vai jogar a Libertadores não precisa de um técnico experiente nela...
Foi essa tal experiência que fez o Cruzeiro dar um tapinha nas costas de Dorival. No caso, a falta dela. O clube achou que precisava de um técnico tarimbado na competição sul-americana, olhou para Dorival e não o viu.
Obrigado por tudo, boa sorte.
Aí acertou o foco em Mano Menezes, almoçou com Mano Menezes, fez proposta para Mano Menezes e...
Perdeu Mano Menezes para o Corinthians.
Adílson Batista não era um técnico que o Cruzeiro não queria, mas teve de contratar porque não tinha opções. O clube o procurou antes de contratar Dorival, em abril, mas Adílson estava no Japão.
Agora deu certo, e o Cruzeiro está bem servido. Mais importante, não está escrito em lugar nenhum que seja preciso ter experiência de Libertadores para conduzir um time pelos caminhos do torneio (é só perguntar a Mano Menezes).
Bom para o Cruzeiro, porque, assim como Dorival, Adílson também não a tem.
Outro que não a tem é Caio Júnior, ex-técnico do Palmeiras. História curiosa, essa.
A diretoria sempre repetiu o discurso de que a avaliação do trabalho de Caio não seria decidida pela classificação, ou não, à Libertadores. Prova disso é que estava tudo pronto para o anúncio da renovação do contrato logo depois do jogo contra o Juventude, no dia primeiro de novembro.
A derrota por 1 x 0, em casa, estragou a programação (e é óbvia a conclusão de que uma vitória praticamente classificaria o Palmeiras).
Os mesmos planos foram feitos para depois do jogo contra o Atlético Mineiro, na última rodada. De novo, o Palmeiras perdeu em casa. E não há como fugir do mesmo raciocínio: vencedor, o clube estaria na Libertadores, e o contrato de Caio seria renovado.
Seria mesmo? O que impediria o Palmeiras de seguir o pensamento do Cruzeiro? Até para comprovar a tese de que renovação e Libertadores não estavam condicionadas...
Na eterna ciranda, Caio foi para o Goiás, Adílson para o Cruzeiro, Mano para o Corinthians e Dorival pode ir para o Palmeiras.
No ano que vem, os nomes e clubes podem mudar, mas a conversa será a mesma.
Mesmo que pareça uma conversa de loucos.
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Quero agradecer aqui aos meus camaradas no Diário Lance!, pela generosa e calorosa recepção que tive.
Não vou esquecer.
Fábio Matos e Pontes Editores convidam para o lançamento de "Dias - A vida do maior jogador do São Paulo nos anos 1960", livro sobre Roberto Dias, zagueiraço que eu não vi.
Dia 19, às 19h30, no bar São Cristóvão (R. Aspicuelta, 533, Vila Madalena, São Paulo).
A obra começou como uma tese de conclusão de curso universitário do autor. É tão boa que virou livro.
Frase de um amigo corinthiano, uma das melhores sobre o rebaixamento e a forma de encará-lo: "meu coração não tem divisões".
Noite dessas peguei, sem querer, na HBO, o começo da transmissão do show de Justin Timberlake no Madison Square Garden.
Casa lotada, pinta de super-produção, como se o ex-'N Sync (??!!!!) fosse um desses cantores que você simplesmente
não pode deixar de ir ver.
Alguma coisa está terrivelmente errada.
Continuando no tema, sorte de quem foi ver o The Police, ontem no Maracanã.
Não estive entre os privilegiados, e algo me diz que nunca estarei.
E por falar em privilegiados, parabéns para Carol Hubner e Fernando Meligeni, recém-casados em linda festa na última sexta-feira.
Não é sempre que se vê felicidade tão genuína como a de vocês.
enviada por André Kfouri
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(O que é isso?)