22/12/2007 13:14
CAIXA-POSTAL
A cada minuto mais vazia, São Paulo está começando a se tornar uma das melhores cidades do mundo.
Sábado ensolarado, esplêndido.
Dia de trabalho normal. Paciência, está "no pacote".
Aos temas da semana:
João escreve: Os times paulistas consolidaram uma base de técnicos bastante fortes para 2008, todos com experiência e que já colhem os frutos de belas carreiras (talvez à exceção de Mano Menezes, que precisará ainda vencer esse grande desafio... mas um técnico forte, à altura dos obstáculos).
Como você vê os confrontos para 2008? SPFC sai na frente por ter mantido a base e o técnico campeões em 2007? Palmeiras, que trouxe o (talvez) mais experiente técnico entre todos no país? Santos, que volta a apostar no trabalho do Leão? Corinthians tem tudo para voltar à elite e fazer uma Série B tranquila?
Resposta: Realmente trata-se de um belo "encontro" de técnicos nos clubes paulistas. A chegada de Mano Menezes é o diferencial, pois ele é o único estreante na região. Acho que o São Paulo está obviamente na frente dos outros, num trabalho mais longo, mais planejado, mais regular e, claro, mais vencedor. Os outros devem correr atrás deste tipo de sequência, que é o que está por trás do sucesso de qualquer time de futebol. Santos, Palmeiras e Corinthians estão em início de projetos, bem "atrasados" em relação ao São Paulo. Tenho dúvidas quanto à qualidade do grupo que Leão receberá no Santos, principalmente pela dificuldade da Libertadores. O Palmeiras deve ter seu melhor elenco dos últimos anos (turbinado pelo dinheiro da Traffic), nas mãos de Luxemburgo. E o Corinthians, que terá uma realidade totalmente diferente dos "co-irmãos", na Série B, contratou o técnico ideal para o momento dramático que vive.
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Raphael escreve: Dia desses, conversando com o pai de um amigo meu, falamos sobre o Rivellino e jogadores da geração dele, ou um pouco mais recentes (Falcão, Zico, Sócrates, etc.). Não sei se é nostalgia de um cinquentão ou uma observação bem acertada, mas ele disse que Kaká, Ronaldinho e Ronaldo (nos bons tempos) não jogam nada perto desses caras. O que você acha?
Resposta: Esse debate não tem fim, pois é baseado na comparação entre épocas diferentes. É a mesma coisa que perguntar quem foi melhor, Fangio ou Senna? Borg ou Sampras? Só encontraríamos a resposta se os víssemos no auge, no mesmo dia, e, de preferência, um contra o outro. A idéia vale também para o futebol e outros esportes coletivos. Mas cada um tem sua opinião. A minha? São todos (os que você citou) craques, que jogariam no mesmo nível em qualquer época. Tostão foi definitivo ao escrever em sua coluna na Folha de S. Paulo, nesta semana, que Kaká "brilharia em todas as épocas". Eu acho que tanto os caras da "Geração 82", que sempre me encantará, quanto os craques mais recentes, são jogadores que atravessam os tempos.
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Rogério escreve: Que tal um comentário sobre a contratação do Adriano pelo São Paulo?
Resposta: Pois não. Ótima jogada, sob todos os ângulos. É unir o útil ao... útil: Adriano tem a chance de "limpar seu nome" na Libertadores, e quanto mais competente ele for nessa limpeza, mais ele ajudará o São Paulo. O São Paulo criou uma griffe com o seu departamento de fisioterapia e fisiologia que o diferencia de outros clubes, que podem ter centros e profissionais igualmente bons. Mas os outros não têm a griffe. Adriano é mais um jogador que foi atraído por ela, e mais um reforço que o time recebeu. O Reffis é praticamente um negócio.
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Márcio escreve: Se alguém dissesse a você que tem um ingresso sobrando para um show do The Police e outro ingresso para assistir à reunião do Led Zeppelin, sem levar em consideração datas e locais, e vc só pudesse escolher um deles, qual seria?
Resposta: Acho que vou decepcioná-lo: The Police. Talvez seja pela falta de um contato maior com o Led Zeppelin ao longo da minha vida, mas não pensei dois segundos para responder.
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Quero fazer um comentário, já que a CAIXA-POSTAL, neste blog, é o espaço mais usado para tratar de assuntos "não-esportivos".
Desde que minha família aumentou, ir ao cinema (sempre adorei) tem sido muito difícil. Principalmente porque faço questão de botar minha filha para dormir,
todos os dias, quando posso.
Sei que poderia me esforçar mais para manter o hábito, mas aí olho para o meu aparelho de DVD...
Bem, o fato é que ontem aluguei e assisti "O Ultimato Bourne".
É, só ontem. Eu sei.
Quando o filme acabou, a primeira coisa que me veio à cabeça foi:
como pude deixar passar tanto tempo?!
Não tenho medo de afirmar que se trata de um dos melhores filmes de ação que já vi. É simplesmente completo. Um senhor de um filme.
E o que surpreende: é o terceiro Bourne, e de longe, o melhor. Caso raro em sequências.
Lembro que se falou muito, à epoca do lançamento (por vergonha, nem quero lembrar quando foi), sobre comparações com James Bond. Escrevi aqui, pelo que achei dos dois primeiros Bournes, que se tratava de uma tolice.
Não se pode comparar James Bond com Jason Bourne. Não se pode comparar Sean Connery com Matt Damon. Bond é uma instituição, Bourne é um personagem.
Mantenho minha opinião, mas acrescento que "O Ultimato Bourne" tem um caso se comparado, por exemplo, com "Cassino Royale", o último 007. Mesmo para quem (como eu) acha que Daniel Craig foi bem como Bond.
Como filme, o último Bourne é melhor do que o último Bond. Muito melhor.
Só lamento ter demorado tanto para saber disso.
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Obrigado pelas mensagens e aproveitem o fim-de-semana natalino.
" - Onde você está?
- Sentado no meu escritório.
- Duvido.
- Por quê?
- Porque se você estivesse no seu escritório agora, nós estaríamos conversando pessoalmente."
Conversa por telefone entre Jason Bourne e Noah Vosen, em "O Ultimato Bourne".
enviada por André Kfouri
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(O que é isso?)