BLOGOL Kfouri
11/11/2007 13:04

COLUNA DOMINICAL

Há dois anos, o Corinthians esteve em Goiânia para decidir um título brasileiro.

Chegou ao Serra Dourada na última rodada, três pontos à frente do segundo colocado, precisando apenas empatar para ser campeão.

Perdeu. Mas como o Internacional também perdeu... bem, você lembra.

O título de 2005 sempre será discutido. Escândalo do apito, jogos repetidos, um dos mais claros pênaltis da história do Campeonato Brasileiro ignorado por Márcio Rezende de Freitas.

Já seriam motivos suficientes para uma conversa sem fim. Hoje sabemos que essa conversa também teria de tocar em outro assunto suspeito, a procedência do dinheiro usado para montar o time da MSI.

Não conheço um corinthiano que tenha comemorado aquele título brasileiro como fez nos outros três. Aliás, conheço vários, que estavam em Goiânia naquele 4 de dezembro e não conseguiram dar um sorriso.

Todos eles querem sorrir hoje, apesar dos pesares, quando o time voltar ao Serra Dourada, outra vez em busca de um empate.

Não há título em jogo, mas há muito a perder.

Assim como em 2005, a rodada ajudou. O Paraná Clube perdeu para o Botafogo e permaneceu um ponto atrás.

Se conseguir sair de campo como entrou, o Corinthians voltará para casa com o pescoço acima da zona de rebaixamento, e com um jogo em casa (contra o Vasco) na próxima rodada.

Se perder, voltará para o calabouço, dois pontos abaixo do próprio Goiás, praticamente condenado.

Desde 1910, o Corinthians sempre deu um jeito de ganhar este tipo de jogo. Muitos foram ganhos pela camisa, independentemente de quem a estivesse vestindo.

Se assim acontecer logo mais, será um sinal de que o mal causado em dezembro de 2004, quando a parceria com a MSI foi assinada, não se enraizou tão profundamente.

Ilusão arquitetada por "espertos" que acharam o Corinthians precisava esbanjar dinheiro para conseguir o queria. Como se a história não mostrasse exatamente o contrário.

Lembra do dirigente que disse "alguns andam de ônibus, outros de Mercedes"?

Hoje é o presidente do clube, e diz que o Corinthians não vai cair.

Se ele estiver certo, o time fará mais do que fez dois anos atrás.

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Meu personagem favorito da semana é o menino de 5 anos que salvou um bebê de uma casa incendiada em Santa Catarina, na quinta-feira.

Vestido com uma roupa do homem-aranha, ele viu a mãe de Andrielle, um ano de dez meses, em desespero do lado de fora da casa em chamas.

Disse para ela se acalmar, porque ele iria salvar a menina.

Entrou agachado e saiu com Andrielle no colo, sem ferimentos.

Riquelme Wesley dos Santos é craque até no nome.

A polícia do Rio de Janeiro deve estar desocupada. Agora é dela a responsabilidade de esclarecer como os DNAs de duas pessoas aparecem na urina da nadadora Rebeca Gusmão, suspeita de doping no Pan 2007.

Enquanto isso, a diretora-médica da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos pediu afastamento, por motivos pessoais.

E as nadadoras que competiram com Rebeca se recusam a falar sobre o caso.

Se é verdade que o Real Madrid ofereceu 20 milhões de dólares pelo jovem zagueiro são-paulino Breno, a questão não é se ele virará o ano como jogador do São Paulo.

E sim a próxima semana.

Hoje o Maracanã mostrará, mais uma vez, como o campeonato de pontos corridos não tem graça.

O Morumbi também.

E o Palestra Itália, na próxima quarta-feira, também.

Finalmente, parabéns ao meu colega de ESPN Brasil, Wagner Patti, e à sua mulher Luciana, recém-casados.

Que vocês sejam, todos os dias, felizes como estavam ontem.


enviada por André Kfouri






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