07/10/2007 11:57
COLUNA DOMINICAL
O jogo já estava decidido a favor do Palmeiras, quando se transformou em "Caça ao Chileno".
Um filme parecido com "Caça à Foca", exibido outro dia no Mineirão.
Só que no Palestra Itália, ontem à noite, os caçadores contaram com a colaboração de quem deveria se preocupar em evitar que um jogo de futebol fosse subvertido.
Logo nos primeiros minutos, ficou evidente o tratamento que alguns jogadores do Grêmio dispensariam ao meia Valdívia: espaço e paciência em doses mínimas.
A habilidade com a bola, e sua capacidade de protegê-la, garantem que Valdívia seja marcado de perto. Sua atitude garante que adversários mais esquentados lhe reservem algo mais.
Eles dizem que Valdívia ri após um drible, manda os marcadores correrem atrás dele, pede para que olhem o placar.
Comportamento atrevido? Claro que sim. Mas tão antigo quanto o futebol.
Não há regra no esporte que proíba um jogador de entrar na cabeça de seus oponentes.
O que Valdívia ganha com isso, além da idolatria do palmeirense, é um "bônus" a cada dividida. Um cotovelo perto da cabeça, um pé na altura do joelho...
É obrigação do árbitro punir o agressor toda vez que isso acontecer. Ênfase em
obrigação,
punir, e
toda vez.
Héber Roberto Lopes mostrou onze cartões amarelos no jogo, sete para jogadores do Grêmio. Foi a maneira que ele encontrou para controlar a temperatura da partida, ainda que não tenha sido bem-sucedido na tarefa.
Porque Valdívia continuou apanhando.
Num lance longe da bola, quando esperava uma cobrança de escanteio, Gavilán deu-lhe um soco nas costas.
A agressão, flagrada pela televisão de forma cristalina, certamente resultará na suspensão do meio-campo paraguaio. Pelas últimas decisões do STJD, o Grêmio não deve esperar menos de 120 dias.
Também não deve reclamar. A não ser do próprio jogador.
Héber não viu, e seria covardia lhe cobrar o alcance de dezenas de câmeras de TV. Mas ele permitiu, contemporizando, recusando-se a "estragar" o jogo com um cartão vermelho, que as coisas chegassem ao ponto que chegaram.
Não fez seu trabalho como deveria, portanto.
Não acho que Valdívia seja um craque, ainda. Tempo para isso ele tem. Pois nasceu com o que não se ensina, a relação íntima e cúmplice com a bola.
Cabeceio, finalização, passe... tudo isso pode ser incorporado ao arsenal de um jogador às portas dos 24 anos.
Também não acho que ele mereça tratamento diferenciado da arbitragem por ser especial. Jogos mentais com marcadores irritadiços são perigosos, sim. Mas isso é problema dele.
Coibir a violência é problema do árbitro.
A frase de Sandro Goiano, mais calmo após o banho, é quase perfeita:
"Ele
(Valdívia) foi esperto. Bobos fomos nós, que caímos no jogo dele".
Por que quase?
Porque o árbitro também caiu.
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Gostei da resposta de Mônica Veloso, dia desses, na entrevista para promover suas fotos na Playboy.
Ela disse que não queria falar sobre Renan Calheiros, seu ex-amante e pai de sua filha, porque entrou nesta crise "involuntariamente".
Pois é. Ela se envolveu com o enrolado senador, involuntariamente.
Engravidou, involuntariamente. E agora está faturando, involuntariamente.
Que ótima pessoa.
Apagou-se mais uma "estrela" do esporte, usuária confessa de substâncias proibidas.
Marion Jones, lembra dela? Recordes, medalhas, fama... tudo falso.
Você acha que ela é a última?
Não se deve eximir os jogadores do Botafogo de responsabilidade no colapso do time. Lógico que não.
Mas depois do que aquele vice de futebol disse, publicamente, a respeito deles, o resultado não seria outro.
Trata-se de um motivador...
O super-clássico de hoje entre River Plate e Boca Juniors mudou de horário, por causa da Copa do Mundo de rúgbi.
Os "Pumas", apelido da Seleção Argentina, disputam uma vaga nas semifinais contra a Escócia, em Paris.
Como escreveu Nirlando Beirão, em ótimo artigo na revista "Carta Capital": o Brasil do rúgbi é a Nova-Zelândia, a Argentina do rúgbi é... a Argentina mesmo.
enviada por André Kfouri
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(O que é isso?)