BLOGOL Kfouri
20/10/2007 12:13

CAIXA-POSTAL

Fim-de-semana de folga.

É um por mês.

Mas o blog não pára...

Aos temas desta semana:


Adriano escreve: Por que a ESPN BRASIL não transmitiu o jogo (contra o Equador), se ela anunciou que estaria com o BRASIL nas eliminatórias? Pois não consigo ver o jogo na dona de tudo... logicamente abaixei o volume e ouvi pela Rádio ESPN, mas eu quero imagem.... você saberia me responder? Pode ser em off mesmo. Outra coisa, qual a sensação de esta na Argentina cobrindo o jogo (Argetina x Chile)? Os jornalistas de lá te respeitam por ser brasileiro ou ficam metendo a cotovelada na hora das entrevistas? Ah, você tem Orkut?

Resposta: A ESPN tem os direitos dos jogos da Seleção Brasileira, fora de casa, nestas Eliminatórias. Os jogos do Brasil como mandante não foram adquiridos. Sobre a convivência com os jornalistas argentinos, nunca tive nenhum tipo de problema. É claro que em situações de zona mista, com pequeno espaço físico e grande disputa por entrevistados, a coisa fica mais acirrada, mas nunca com desrespeito. Ou preconceito. Sempre fui muito bem tratado quando estive trabalhando (ou não) na Argentina.
Ah, não tenho Orkut.

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Daniel escreve: Concordo que os erros dos juízes de futebol, ao fim do campeonato, acabam por não beneficiar nenhum time especificamente. Os equívocos são diluídos. Por isso, os comentaristas, ao meu ver de forma acertada, têm rebatido as reclamações de torcedores de times prejudicados, exatamente com o argumento da diluição. Sei que reconhecem a pífia qualidade dos árbitros, mas será que a tese não acaba por gerar complacência? Ora, se os árbitros são ruins, todos são prejudicados. Logo, não há do que reclamar. Meu temor é que acabemos conformados. É chato discutir arbitragem, é ainda mais chato ouvir choro de torcedor, mas você não acha que devemos dar mais atenção ao tema?

PS: Questão pertinente - a arbitragem eletrônica decretaria o fim da figura do comentarista de arbitragem? Se sim, mais um argumento a favor da idéia.

Resposta: Eu acho que devemos dar atenção ao tema, mas acho que quem deveria dar mais atenção é justamente quem é responsável pela arbitragem. Há alguns meses, fiz duas Colunas Dominicais seguidas, com minhas idéias sobre o uso da tecnologia para auxiliar os árbitros, porque também não gosto de ficar discutindo sobre o tema. Eu acho que é preciso solucionar o tema. E só o apito eletrônico terá essa capacidade. Temos bons árbitros no Brasil (não muitos), árbitros que levam a sério sua atividade. Mas eles não são e nunca serão infalíveis. Como já disse, passou da hora de ajudá-los. O avanço das transmissões de televisão trabalha, diariamente, contra o trio de arbitragem. É só inverter o processo. Sobre o comentarista da arbitragem, acho que ele nunca vai acabar. Mesmo porque, se algum dia chegarmos ao uso de replay-instantâneo para corrigir marcações, haverá mais ainda para se comentar.

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Gustavo escreve: O que você acha da submissão dos clubes e seleções aos fabricantes de material esportivo no que diz respeito aos modelos dos uniformes? O que assistimos hoje é o fornecedor criar um desenho padrão identificador da marca e repeti-lo para todos os clubes e seleções clientes. Não deveria ser o contrário? O fabricante deveria respeitar as tradições e adequar-se à solicitação de cada agremiação que o contrata. Como diria o Barão Vermelho, repetindo o Victor Hugo: "quem é mesmo o dono de quem?"

Resposta: Aí é que está. Na relação entre clubes/seleções e marcas esportivas, quem assina o cheque são as marcas. E o cheque tem vários dígitos, quando se fala no top do top. Claro que isso não significa que os times sejam obrigados a aceitar tudo o que lhes é proposto, mas eles são os contratados, não os contratantes. E como o dinheiro é grande, e importante, a conversa se desenvolve em outro tom. Entendo seu incômodo, mas, pelo que vejo, estão todos contentes com essa "uniformização dos uniformes".

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Roberto Carlos escreve: Por favor, mate uma curiosidade de um um leigo em tênis, para que servem as competições de duplas? Existem em todos os torneios, mas ninguém dá valor...

Resposta: É uma pena. Alguns dos melhores jogos de tênis que eu já vi foram de duplas. E o curioso é que, na Copa Davis, ninguém deixa de assisti-los. Mas nos torneios do circuito, a desvalorização tem sido notável.

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João Marcos escreve: E aí, André, depois do jogo do Brasil, você continua insistindo que o Riquelme é melhor do que o Kaká? Que vergonha, hein...

Resposta: Poucas coisas me divertem tanto quanto alguém querendo dar uma de malandro, mas que se mostra incapaz de saber do que fala. Eu escrevi o contrário, companheiro. Continue tentando.

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Uma vez mais, obrigado pelas mensagens. Nossa conversa semanal é sempre interessante.

Bom fim-de-semana a todos.


"A tecnologia avança todos os dias. Isso é ótimo. Mas, quase sempre, tudo o que você precisa é de um chiclete, um canivete, e um sorriso."

Nathan Muir, em "Jogo de Espiões".


enviada por André Kfouri






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