02/09/2007 13:05
COLUNA DOMINICAL
Não é nenhuma surpresa a Seleção Brasileira de basquete perder para o time B da Argentina.
É o resultado (ou são, pois foram duas derrotas no Pré-Olímpico de Las Vegas) mais normal do mundo.
Foi lá que se criou, no início dos anos 80, uma liga nacional de clubes. Não aqui.
Foi lá que se pensou, como princípio básico para a existência da liga, no desenvolvimento do basquete em todas as regiões do país, com três níveis de competição. Não aqui.
Foi lá que se estimulou a saída de jogadores jovens para atuar na
segunda divisão de campeonatos europeus fortes, ganhar experiência internacional e servir de exemplo para jogadores ainda mais jovens. Não aqui.
Foi lá que não se permitiu que, mesmo tendo saído do país com pouca idade para jogar basquete e ganhar dinheiro, esses jogadores perdessem a identidade com a seleção nacional, e em nenhum momento questionassem seu compromisso com esporte no país. Não aqui.
Foi lá que o desenvolvimento dos técnicos acompanhou o crescimento dos jogadores. Não aqui.
Foi lá que se formou uma geração de estrelas cujos nomes (Ginobili, Oberto, Nocioni, Sanchez, Scola...) são conhecidos por basqueteiros de qualquer lugar do mundo, tanto pelo que fazem em seus clubes como pela seleção. Não aqui.
Foi lá que se festejou o vice-campeonato mundial em 2002, em Indianápolis, e a medalha de ouro olímpica em 2004, em Atenas. Não aqui.
É lá que se joga, em todos os níveis, o melhor basquete na América do Sul. Não aqui.
É lá que, hoje, se comemora a conquista da vaga na Olimpíada de Pequim 2008.
Não aqui.
Qual é a surpresa?
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O que filmes como "Ronin", "Coach Carter", "Por um Triz", "Contagem Regressiva", "Um Plano Perfeito", "Chamas da Vingança", "O Pacificador" e "Maré Vermelha" têm em comum?
Ok, Denzel Washington participa de cinco deles, mas não é isso.
Todos estavam, em algum momento, passando na TV ontem à noite.
Incrível.
Juro que pensei que Ana Paula de Oliveira tinha se cansado da vida de arbitragem no Brasil, quando resolveu "buscar outras alternativas" profissionais.
Engano meu e, pelo jeito, dela também.
Ele pode ter as razões dele, não sei quais são e por isso não discuto.
Mas senti um embrulho no estômago quando vi Nezinho, armador da Seleção Brasileira de basquete, recusando-se a entrar na quadra no jogo contra o Uruguai, noite dessas.
Sei que já falei sobre isso aqui, mas o cara está bem demais.
Tony Ramos, em "Paraíso Tropical", é imperdível.
Vera Holtz não está muito atrás.
Está difícil fazer Tite voltar das Arábias, Márcio Bittencourt não é consenso, José Augusto puxará o carro logo mais...
Quem será que a diretoria (interina) do Corinthians botará no banco para dirigir o time na quarta-feira?
enviada por André Kfouri
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(O que é isso?)