30/09/2007 12:18
COLUNA DOMINICAL
Nós torcemos, e sofremos, porque está no nosso DNA.
Porque é parte integrante (e não pode ser vendida separadamente) da nossa existência.
E também porque, com raras e devastadoras exceções, o futebol brasileiro quase sempre encontra um jeito de se superar nestas ocasiões.
Lamentamos ter chegado tão perto, mesmo quando o último passo parece longo demais. Lamentamos um passe mal feito, um cruzamento mal marcado, um pênalti perdido.
Nós torcemos e sofremos. Mas, diferentemente do que dizem por aí, não somos o país do futebol.
Somos o país do jogador de futebol. E nas últimas semanas tivemos mais provas de que podemos ser, também, o país da jogadora de futebol.
Nossa Seleção feminina fez uma Copa do Mundo excepcional na China, fez muito mais do que se poderia esperar de um time que representa um país onde o futebol feminino inexiste.
E esse time é vice-campeão olímpico e vice-campeão mundial.
Em bom português, é o segundo melhor time do mundo.
Comparar o futebol feminino alemão com o futebol feminino brasileiro, em termos estruturais, é o equivalente a comparar hóquei sobre o gelo no Canadá e no Deserto do Saara.
É para rir.
A Alemanha, conforme reportagem de Paulo Cobos publicada na Folha de S. Paulo de ontem, tem quase cem times em três divisões. Os clubes mais fortes entre os doze da Bundesliga feminina têm orçamentos que chegam a 2 milhões de reais.
Cerca de um milhão de mulheres jogam futebol por lá, razão pela qual ninguém deve ficar espantado com o fato de a Seleção Alemã, que venceu o Brasil hoje de manhã por 2 a zero, seja bicampeã mundial e tetracampeã européia.
Nós? Nós somos a Seleção de Hóquei no Gelo do Saara.
Nós torcemos, sofremos, e hoje temos de aplaudir (mais uma vez) o talento, a competência e o sacrifício das jogadoras brasileiras.
Temos também de perguntar: se elas, abandonadas como são, foram capazes de equilibrar uma final de Copa do Mundo contra a Alemanha, como seria se tivessem um pouco de ajuda?
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Quando Falcao marcou o quarto gol do River Plate contra o Botafogo, quinta-feira à noite, imediatamente pensei em uma pessoa.
Bebeto de Freitas.
Não é preciso concordar com tudo que alguém faz e diz, para compreender e louvar seu trabalho.
Bebeto está reconstruindo o Botafogo. Emotivo como é, deve ter pensado em jogar tudo pelos ares quando o time se auto-destruiu em Buenos Aires.
Que tenha sido um pensamento passageiro.
Paris Hilton, ícone global da estupidez, foi
grelhada por David Letterman em seu talk-show na noite de sexta-feira.
Durante quase 9 minutos, ele expôs a coitadinha da maneira que ela merece.
Melhores momentos: quando ele pergunta se ela realmente sabe por que teve de passar uns dias na cadeia.
Quando ela reclama que não quer mais responder sobre o assunto, e ele diz "aí é que está a diferença entre nós: eu não quero perguntar sobre outro assunto."
E quando alguém na platéia grita "Paris, eu te amo!", ela responde "Eu também!", e Letterman pergunta: é alguém que você conheceu na prisão?
Enquanto a transmissão não chega ao Brasil, legendada, o link para o original em inglês está
aqui.
Já imaginou se
este gol tivesse sido marcado por algúem que
não se chama Júlio Baptista?
Coloque Ronaldinho ou Messi no lugar, e ouça as odes...
Também gostei do final de "Paraíso Tropical".
Mas alguém pode me explicar como Daniel ficou
dois minutos segurando o braço de Ivan e não conseguiu desviar o tiro?
Agora, uma salva de palmas para a sátira de Mônica Velloso, com o final de Bebel.
SEN. SA. CIO. NAL.
A arte imita a vida.
Felipe é um dos menos culpados pela desesperadora campanha do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Não há dúvida quanto a isso.
Mas quando foi que ele se transformou em porta-voz do time?
enviada por André Kfouri
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(O que é isso?)