09/09/2007 11:06
COLUNA DOMINICAL
Você pode escolher seu destino. O
Blog do Juca, a revista eletrônica
Terra Magazine, ou, se preferir o toque do papel, a edição deste domingo da Folha de S. Paulo.
Seja qual for sua opção, a viagem será a mesma: um passeio pelas entranhas da "parceria" (entre aspas, porque a realidade mostra exatamente o contrário) entre o Corinthians e a MSI, cortesia dos jornalistas Juca Kfouri e Bob Fernandes.
Os dois tiveram acesso ao relatório feito pela Polícia Federal brasileira, que detalha as descobertas da "Operação Perestroika", investigação com escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, que escancarou o esquema criminoso chefiado pelo bilionário russo Boris Berezovski, ao qual o segundo clube mais popular do Brasil se prestou de maneira espontânea e vergonhosa.
Evidentemente, é leitura obrigatória.
Os detalhes são espetacularmente enojantes. Mentiras deslavadas, intrigas, ciúmes, suborno, desprezo pela Lei, certeza da impunidade e dinheiro, muito dinheiro.
Lixo puro.
Mas, devo confessar, é divertido. Seres humanos de qualidade duvidosa, que se julgam espertos, foram flagrados pelos grampos legais da PF, e agora estão expostos ao ridículo que são.
Estão todos lá. Além do chefe russo, o laranja Kia Joorabchian, o operador Renato Duprat, as marionetes Alberto Dualib e Nesi Curi, o obediente Andrés Sanchez.
Alguns (bem) menos cotados também estão na fita. A neta, a noiva, o advogado, os vice-presidentes, o diretor de futebol.
O relatório da Polícia Federal é um filme sobre o crime organizado que não foi apenas inspirado numa história real.
É uma história real.
E um capítulo central dessa história se passou no gabinete do presidente da República. Lula se reuniu com Dualib, Curi e Duprat, para tratar de possíveis investimentos de um criminoso internacional no Brasil.
Porque, você sabe, eles são brasileiros e não desistem nunca.
Sugiro a leitura da reportagem perto de um banheiro, para minimizar as consequências de um enjôo.
Principalmente se, até hoje, você deu ouvidos e olhos àqueles que bateram palmas, incentivaram e elogiaram a transformação de um clube que tem 30 milhões de torcedores numa lavanderia de milhões de dólares sujos.
É porque você leu e ouviu as pessoas erradas.
Elas também fazem parte dessa pouca-vergonha.
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Não me entenda mal, eu adoro ver Roger Federer jogar. Considero-me um privilegiado por ser contemporâneo dele.
Mas hoje vou torcer contra o suíço.
É que esse garoto sérvio, Novak Djokovic, me faz rir vendo um jogo de tênis.
Fazia tempo que isso não acontecia.
No caso de você estar interessado, Kaká e Ronaldinho devem ser titulares logo mais, no amistoso contra os Estados Unidos. Pelo menos treinaram como.
É sério que a Confederação Brasileira de Basquete pensa em convidar um técnico estrangeiro para dirigir a Seleção?
O que eu penso é o seguinte: temos por aqui um cara que jogou, vestiu a camisa do Brasil, passou a vida numa quadra de basquete e hoje é técnico.
E esse é o único cara que vem falando, há anos, sobre mudança no método de treinamento.
Marcel de Souza já disse abertamente, várias vezes, que em pouco tempo arruma a Seleção Brasileira.
Deixem ele provar. O momento é agora.
O São Paulo sondou Juan Sebastián Verón, para saber se ele gostaria de jogar no Brasil.
O argentino agradeceu, mas recusou. Disse que recebeu uma proposta milionária da Major League Soccer, mas pretende encerrar sua carreira no Estudiantes de La Plata, clube onde nasceu.
Finalmente, quero desejar um feliz aniversário para minha mãe, Susana, que ontem completou 58 anos.
Você é a melhor pessoa que eu conheço.
enviada por André Kfouri
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(O que é isso?)