03/08/2007 20:30
ENTREVISTA DA SEXTA
O diretor de futebol do Palmeiras, Savério Orlandi, é advogado.
É a pessoa certa para explicar qual é a intenção do clube no "Caso Ilsinho".
Isto é, se você tiver alguma dúvida.
O blog conversou com ele por e-mail.
BLOGOL - O que o Palmeiras contesta na saída de Ilsinho para o São Paulo?
SO - O jogador, em decorrência do fato de ter celebrado o primeiro contrato profissional com o Palmeiras, deveria ter-nos franqueado, no momento da celebração do contrato com a outra agremiação, o direito de preferência nas mesmas bases em que entabulara com o SPFC, nos termos das disposições da lei aplicável (Lei Pelé). Trata-se de garantia ao clube formador.
BLOGOL - Desde quando o clube busca seus direitos na Justiça?
SO - Desde o ingresso da ação, ocorrido durante o mês de julho do corrente ano.
BLOGOL - Quando aconteceu a negociação com o São Paulo, em maio de 2006, a diretoria do Palmeiras era formada por outras pessoas. A atual diretoria acha que houve falha na condução do problema?
SO - Difícil considerar sem que estivéssemos a frente, porém, poderia ter sido exigida a apresentação das bases do negócio para eventual exercício do direito de preferência.
BLOGOL - Falou-se em impedir a venda de Ilsinho para o futebol da Ucrânia. Isso é algo realista, já que o negócio já foi feito, ou é mais provável que o Palmeiras consiga uma indenização?
SO - A ação não objetiva impedir a transação, não há fundamento legal consistente para isso, o alcance da medida é reparação de natureza indenizatória.
BLOGOL - No caso de uma indenização, quem paga?
SO - O jogador Ilsinho.
BLOGOL - Em quanto tempo essa questão deve ser decidida pela Justiça?
SO - É complicado estimar tempo, porém, em se tratando de matéria de direito - e não de fato, onde haveria produção de provas, entendo que uma sentença de primeira instância não deve demorar menos que seis a oito meses e nem mais do que um ano e meio a dois anos para ser proferida.
BLOGOL - Como é a relação, hoje, entre as diretorias do São Paulo e do Palmeiras?
SO - Bastante cordial e respeitosa, o Marco Aurélio
(Cunha, superintendente de futebol do São Paulo) tem muito apreço pelo Dr. Cipullo
(Gilberto, vice-presidente de futebol do Palmeiras).
enviada por André Kfouri
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