15/08/2007 11:20
CONTAGEM REGRESSIVA
Declarações do levantador Ricardinho, ontem, em entrevista no lançamento de sua biografia "Levantando a Vida".
Sobre a decisão de não dividir, com a comissão técnica, o prêmio pela conquista dos Jogos Pan-Americanos:
"Foi feita uma votação entre os jogadores, com o dedo levantado, como se faz na escola, e a maioria decidiu não dividir o prêmio com a comissão. E eu levei essa decisão para eles. Acho que isso pode ter influenciado no meu corte."
Sobre o corte do grupo que disputou os Jogos Pan-Americanos:
"Na reunião, o Bernardo expressou o que sentia. Disse que tinha um desgaste muito grande com as minhas cobranças, meus pedidos, que não eram meus, mas dos jogadores. Ele expôs tudo de uma forma muito agressiva. Não deveria ter feito daquela forma, diante do grupo, com a família que a gente construiu. Ele disse que não me suportava mais."
Sobre o pacto feito pelos jogadores para permancerem juntos na Seleção Brasileira de vôlei até a Olimpíada de Pequim:
"Esse pacto foi quebrado a partir do momento que eles deixaram eu sair daquela sala."
Sobre a possibilidade de voltar à Seleção:
"Tem volta sim, mas o Bernardinho precisa dar uma explicação publicamente, se ele quiser, ou entre quatro paredes. A cicatriz, neste momento, está aberta."
Sobre a chamada "Família Bernardinho":
"Para mim, pessoalmente, essa família não existe. Foi uma fantasia criada ali dentro e que eu não acredito mais."
Não há mais nenhuma dúvida em relação à gravidade da crise dentro da Seleção Brasileira.
Estamos a mais ou menos um ano dos Jogos de Pequim.
Com o time completo, é mínima a chance de o Brasil perder a medalha de ouro.
Sem o melhor levantador do mundo, a conversa é diferente.
Até lá, Bernardinho, um técnico indubitavelmente brilhante, talvez esteja diante do maior desafio de sua carreira.
Que ele tenha sucesso.
enviada por André Kfouri
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado ::
(O que é isso?)