26/08/2007 13:48
COLUNA DOMINICAL
"Nós, corinthianos, não estamos acostumados com derrotas. Nós precisamos de vitórias."
A frase é do novo vice-presidente de futebol do Corinthians, Antoine Gebran.
É bonita, do ponto de vista do torcedor. Mas é mentirosa, ao encontrar os fatos.
Desde dezembro de 2004, quando assinou uma parceria insalubre com um ator de negócios chamado Kia Joorabhcian, o Corinthians só perdeu.
Perdeu o caminho de sua tradição, o significado de sua camisa, a confiança do seu torcedor.
Ganhou um título, eu sei. O título do polêmico Campeonato Brasileiro (não por culpa do Corinthians, é verdade) de 2005.
Mas pergunto ao corinthiano são, aquele que não se deixa levar por aventuras megalomaníacas, que não tem nenhum interesse a não ser o de torcer, que ao longo dos anos acostumou-se à inesquecível alegria de ser campeão com times considerados mais fracos:
O título de 2005 compensa o que aconteceu depois (ou seja, o que está acontecendo exatamente agora)?
Uma outra pergunta: você tem tanto orgulho do título de 2005 quanto tem dos outros três campeonatos brasileiros que o Corinthians ganhou?
A sexta derrota do Corinthians no Brasileirão 2007 (3 x 0 para o Cruzeiro, e foi pouco) foi vista por 32.400 torcedores no Pacaembu. Vampeta, que sabe o que significa jogar no Corinthians, estava especialmente desapontado após o baile que o Cruzeiro aplicou.
"Eu sempre gostei de jogar no Pacaembu lotado.", disse um dos dois únicos jogadores poupados pela torcida.
O outro foi o goleiro Felipe, principal vítima do esquema suicida de Paulo César Carpegiani, em seu último jogo no cargo.
Dois volantes e três atacantes, contra um time cuja principal qualidade é um meio-de-campo técnico e rápido.
É botar a raposa para cuidar do galinheiro.
O Corinthians não é um dos quatro piores times do campeonato, dentro do campo.
Fora, é sério candidato a lanterna.
Quem está preocupado com o rebaixamento, e acha que este é o mal maior a ser evitado, perde tempo.
A segunda divisão não seria tão danosa quanto o que a cartolagem predatória (com ajuda de aproveitadores de quinta categoria) já fez.
Transformar o Corinthians num clube acostumado a perder.
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E aí, alguém já viu o último "Bourne"?
Até agora, só ouvi elogios.
Mas ainda não fui.
A cada boa atuação do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro (já são seis vitórias seguidas), lembro da frase de Paulo Autuori.
"Estou saindo porque tenho vergonha na cara."
Que limpeza deve ter feito Dorival Júnior, bom técnico desde o tempo em que ninguém falava dele.
Uma das coisas mais difíceis de se fazer, hoje em dia em São Paulo, é ouvir rádio FM.
Só há três emissoras: a KISS, a Brasil 2000, e todas as outras.
No Pré-Olímpico de basquete, em Las Vegas, a Seleção Americana está mostrando o que acontece quando se prepara direito.
Mas a missão só será completa em Pequim, onde haverá adversários à altura.
O Brasil estará lá? Tenho torcido pra isso, e sofrido um pouco.
A noção de que Nilmar não sabia de nada do que acontecia entre MSI e Lyon parece mais boba do que Paris Hilton.
Aliás, o que dizer de quem tenta imitá-la?
"Um exausto Beckham desfalca o Galaxy" é a manchete da imprensa americana.
O cara só jogou 3 partidas em seis dias, em dois continentes.
Que fragilidade...
enviada por André Kfouri
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(O que é isso?)