04/08/2007 15:44
CAIXA-POSTAL
Retomando um tema da semana passada:
Ivan (entre muitos) escreve: Concordo com parte de sua argumentação a respeito dos times argentinos, na comparação com brasileiros. Como sempre, a análise está muito boa. Mais especificamente sobre disciplina tática. Mas, a afirmação de que os clubes portenhos estão à frente dos nossos nos últimos tempos não se sustenta. Eu acho que a tradição portenha na Libertadores tem sido mantida, apenas, pelo Boca.
Resposta: No que diz respeito a títulos, você (e todos os outros blogueiros que escreveram com os mesmos argumentos) tem toda razão. Eu acho que me expressei mal na semana passada, falha 100% minha. Não estava me referindo apenas aos títulos conquistados contra times brasileiros, mas aos momentos em que o times argentinos eliminaram equipes brasileiras em fases anteriores da Libertadores. E também às vezes em que eles eliminaram times brasileiros que eram considerados melhores tecnicamente. O River fez isso em duas Libertadores contra o Corinthians (2003 e 2006). O Estudiantes fez isso contra o Goiás, em 2006. Fora a dificuldade que o São Paulo teve contra o Rosario Central em 2004, e contra o Estudiantes em 2006. O São Paulo era
muito melhor e só ganhou nos pênaltis. Acho que agora está mais claro.
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Henrique escreve: Gostaria de saber por que não está tendo mais a entrevista de sexta?
Resposta: A Entrevista da Sexta foi suspensa durante a Copa América, mas voltou na semana passada, com Ana Moser. Ontem, demorou um pouco mais do que o normal, mas está lá.
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Fabio escreve: Por que o Juninho Pernambucano, que deu títulos seguidos ao Lyon, não vai para os maiores centros Europeus? Por que nunca vemos que alguem está tentando contratá-lo?
Resposta: Excelente pergunta, que não sei responder. Considero Juninho um ótimo jogador, e suspeito que, ao ir para o Lyon, o plano dele era chegar a campeonatos mais importantes, como o italiano e o espanhol. Acho que Juninho faria muito sucesso na Espanha, um lugar em que jogadores técnicos como ele têm mais liberdade. Honestamente, também não entendo porque isso ainda não aconteceu.
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Christian escreve: O que você acha dessa história de os jogadores da Seleção Brasileira de vôlei masculino não dividir as premiações dos títulos conquistados com a comissão técnica? Eu acho muito injusto, especialmente pela competência e seriedade do Bernardinho, porque há o dedo dele nesses títulos todos, e ainda porque o argumento de que a comissão técnica é remunerada pela CBV e os jogadores não (tal qual a seleção brasileira masculina de futebol, mas a comissão técnica recebe parte dos prêmios, até onde eu sei) é muito frágil!
Resposta: A questão não é a premiação pelos títulos, e sim a premiação individual. O prêmio pelo título é combinado com a CBV, e repartido entre o grupo. O que está entre os motivos do corte do levantador Ricardinho é a recusa dele em dividir o prêmio individual de melhor jogador da Liga Mundial com a comissão técnica. São duas coisas diferentes. Agora, o que eu acho é que o que foi combinado, tem de ser mantido. Se os prêmios individuais sempre foram divididos com a CT, não há porque fazer diferente. E vice-versa. Não sei como essa questão era conduzida antes da última edição da Liga.
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Como sempre, obrigado pelos e-mails. A CAIXA-POSTAL é um prazer renovado a cada sábado.
Até a semana que vem.
"Agora eu tenho uma metralhadora. Ho Ho Ho."
Mensagem de JOHN McCLANE para os terroristas, em "Duro de Matar".
enviada por André Kfouri
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