11/08/2007 13:23
CAIXA-POSTAL
Está frio em São Paulo (de novo). E eu trabalho no Morumbi logo mais.
Portanto, sem mais delongas.
João escreve: Fui acessar o vídeo do tombo do skatista que você colocou o link no seu blog, e apareceu a seguinte mensagem no YouTube: This video is no longer available due to a copyright claim by ESPN, Inc.
Voce é um jornalista da ESPN que utiliza bastante os recursos do YouTube, o que para nós fãs do esporte é sensacional, afinal podemos ver os gols e melhores lances de jogos que não tivemos a oportunidade de ver ao vivo. Eu sei que é uma longa discussão sobre esse assunto, assim como ocorre entre a NBA e o YouTube, mas gostaria de saber a sua posição sobre esse assunto. A minha opinião é favorável à utilização dos vídeos pelo site desde que sejam dados os devidos créditos aos autores/donos das imagens.
Resposta: É uma longuíssima discussão, sem dúvida. Todas as vezes em que participei de uma conversa a esse respeito, fiquei com a sensação de que todos os lados estão certos, e, ao mesmo tempo, errados. As questões mais sérias sobre o uso de imagens sem direitos, como aconteceu com os vídeos da NBA, terminam em discussões judiciais e, muitas vezes, em novos contratos que protegem esses direitos. O que eu penso é que, no fim das contas, os vídeos estão lá para as pessoas verem (estou falando específicamente do YouTube). Quando alguém se sente prejudicado, os vídeos são retirados. Foi o que aconteceu com o as imagens que você tentou acessar. E o que eu decidi fazer aqui no blog, um dependente confesso do YT, foi apenas colocar links para os vídeos que acho interessantes. É como escrever: "Vá até o YouTube e veja o vídeo do tombo do skatista." Em tese, é a mesma coisa que disponibilizar um link para uma foto ou um artigo, o que eu também costumo fazer. Há uma maneira de colocar os vídeos do YouTube no próprio blog, mas prefiro não fazer isso.
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Diogenes escreve: Vi uma crítica recente em um blog, que não me lembro infelizmente, que reclamava que William, do Corinthians, ao fazer o segundo gol no jogo contra o Atlético Paranaense saiu gritando "Eu sou f....". Eu confesso que não vi nada de mais no gesto. Imagine que você tem uns 18 anos de idade e está com a camisa 10 de um dos maiores clubes do país e todo mundo diz que quando você joga o time vai pra frente, quando você não joga o time é uma tristeza. É ou não é um ótimo motivo pra você ser f...?
Resposta: É bem capaz de você ter lido a crítica aqui, porque escrevi isso. Infelizmente algumas pessoas não entenderam. Eu não vejo nada demais quando um jogador bate no peito e diz que é f*&%!, se ele realmente for. Esse gesto foi popularizado pelo Neto (certamente ele não foi o primeiro a fazer isso, mas ficou a marca), quando, na final do Campeonato Paulista de 1988, ele apenas marcou um gol de bicicleta no Morumbi contra o Corinthians. O William, como também já escrevi aqui, é um jogador extremamente promissor, a melhor coisa que aconteceu no Corinthians nos últimos anos. Mas ele não é f%*!. Quase ninguém é com essa idade. Para ser, o cara tem que mostra isso regularmente. Agora, o menino marcou um senhor gol naquela noite em Curitiba, e eu entendo perfeitamente que ele tenha quase explodido na comemoração. Um golaço é um golaço, só quem marca sabe qual é a sensação. Torço para que tenha sido um desabafo, e não a revelação do que ele pensa. E torço para que ele seja, mesmo, f%$!. Mas ainda não é.
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Cláudio escreve: Você não acha que o Leandro, do SPFC, merecia uma vigiada dos juízes, principalmente em clássicos? Todo jogo importante ele está no meio de alguma confusão provocando e apanhando. Será que o seu temperamento de se jogar a cada encostadinha, fingir contusões seríssimas, reclamar de tudo e de todos não incita o adversário a violência? Isso não é passível de punição também?
Resposta: Boa pergunta. O Leandro é o tipo do jogador do qual só o torcedor do time dele gosta, pelos motivos que você mencionou. Ele é muito intenso dentro de campo, vai pra todo jogo como se fosse uma final. Independentemente da qualidade do futebol dele, considero que isso seja uma virtude, não um defeito. Tem muito jogador por aí mais talentoso e (muito) mais sonolento do que ele. A provocação aos adversários faz parte, obviamente, do estilo do Leandro. Cabe ao árbitro observar como ele faz isso. Falar bobagem, dar risada, irritar o marcador... tudo isso é do jogo, faz parte e é legal. Claro que o cara tem de se garantir depois. Mas se há violência na provocação, o juiz tem de punir.
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Taki escreve: Não que eu seja daqueles partidários de que quando um time está ruim, tenha que se trocar o técnico.. mas você não acha que, já quase no meio do campeonato, o técnico Carpegiani
(do Corinthians) está mais perdido que cego em tiroteio?
Resposta: É o que parece. Tenho visto algumas substituições que não consigo compreender. Certamente me falta nível para tanto. E é incrível que um treinador que tenha sido tão criticado, na última vez que trabalhou em São Paulo, justamente por invencionices, repita o roteito. Por outro lado, não conhecemos o que se passa dentro do vestiário, e os motivos que levam Carpegiani a mexer assim. Agora, perdido, perdido mesmo, está o diretor de futebol Rubens Gomes, que disse anteontem que "o Corinthians vai brigar pelo título". Isso beira a provocação com torcedor que tem visto o time jogar.
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Felipe escreve: Devo dizer que uma das características que me fazem gostar do Blogol é o fato de serem constantes os comentários sobre música e cinema, algo muito raro nos blogs esportivos brasileiros. Sendo assim, pergunto: você acredita que a cada vez mais iminente vinda do The Police ao Brasil seria o grande fato musical vindo de fora desde as incendiárias - no melhor dos sentidos - apresentações do U2 em São Paulo, ano passado?
Resposta: Acredito. Tenho visto na internet alguma coisa da atual turnê (tocaram no Madison Square Garden na semana passada), e estou torcendo para virem mesmo. Como você disse na sua mensagem, também prefiro a época em que o repertório era mais "pulsante". Tenho um CD duplo de shows feitos no começo da década de 80 (não acho que exista um fã do The Police que não tenha), que não sai do meu carro. A versão de "King of Pain" é inacreditável. Que venham, e façam um show tipo "as melhores". Eu estarei lá.
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O blog agradece pelas mensagens e pela ótima conversa.
Que continua no próximo sábado.
"Você é a doença. E eu sou a cura."
Detetive MARION COBRETTI, em "Cobra"
enviada por André Kfouri
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