02/07/2007 21:02
O MENINO-HOMEM E AS LINHAS DO CHILE
Se o jogo contra o Chile foi uma indicação do que está por vir, é correto afirmar que as pancadas e os carinhos da vida estão transformando Robinho.
Ele ainda tem cara de criança, talvez nunca a perca.
Mas está mais forte, mais preparado para aguentar os trancos que todo jogador habilidoso conhece bem. Seu corpo já não é mais o de um menino.
Por dentro, as mudanças são mais difíceis de notar. Mas estão lá.
Vem aí a paternidade. Experiência transformadora por natureza, prova natural de amadurecimento.
É inevitável o reflexo no campo. Futebolísticamente falando, Robinho também está chegando à fase adulta. Que o digam os chilenos, últimos a perceber como ele é homem para assumir seu lugar nesta Seleção, e moleque com a bola nos pés, para horror de quem corre atrás.
Se o jogo de ontem não foi um acidente, Robinho é a única certeza de um time que ainda não apareceu.
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Interessante a pergunta do blogueiro Henrique Silva, sobre a Coluna Dominical.
Ele quis saber se algum jornalista tinha questionado Dunga depois de o técnico da Seleção ter dito (duas vezes) que o Chile enfrentou o Brasil com um esquema que tinha duas linhas de quatro jogadores.
Antes de seguir no tema, quero dar uma informação que faltou na coluna de ontem.
O PVC, comentarista da ESPN Brasil que está aqui na Venezuela, foi atrás dos chilenos depois de ouvir o que Dunga disse.
O técnico Nelson Acosta não quis falar com ninguém no momento em que o Chile deixava o Monumental de Maturín. Mas o meio-campo Rodrigo Meléndez parou para conversar.
"Como assim linhas de 4? Jogamos com três! Diga a Dunga que vá...", foi a resposta dele, balançando a cabeça.
Isto posto, não se trata de opinião. Dunga se equivocou, como prova a declaração de um jogador da Seleção Chilena.
Mas voltando à pergunta do blogueiro, essas coisas são engraçadas.
As menções às linhas de quatro foram feitas logo nas primeiras respostas de Dunga na coletiva, e ninguém tocou no assunto depois.
O que não significa que ninguém percebeu. Ao final da entrevista, o repórter Rodrigo Bueno, da Folha de S. Paulo, e eu, imediatamente comentamos o engano.
Por que cada um ficou na sua? Porque certamente muita gente passou batida. Ou pelo jogo, ou pela confusão de Dunga.
Ou pelos dois.
E apesar de muitos de nós nos darmos extremamente bem, estamos num negócio competitivo.
Ninguém está aqui para entregar, para todos, uma boa história.
Dunga falará nesta terça-feira, após o almoço. Tenho certeza de que as linhas chilenas voltarão à conversa.
enviada por André Kfouri
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(O que é isso?)