16/07/2007 01:56
COLUNA DOMINICAL
(já cansei de me desculpar pelo horário...)
Dizem que a necessidade faz a oportunidade.
Ao buscar soluções para substituir Gilberto Silva, Dunga descobriu que a Seleção Brasileira poderia ser tão forte quanto criativa.
Elano entrou na final para ser um meia. Júlio Baptista também. Os dois volantes eram a dupla que o torcedor brasileiro sabe do que é capaz: Mineiro e Josué.
O gol fantástico de Júlio Baptista nasceu de uma bola roubada por um atacante (Vágner Love), de um passe perfeito de um meia (Elano) e de um chute magistral de outro meia (que também é volante, mas também é atacante).
Quando Dunga perdeu Elano, poderia ter mexido para trás, com Fernando. Afinal, o Brasil já vencia por 1 a zero. Mas Dunga mexeu para a frente, ao colocar Daniel Alves para criar ainda mais problemas para a zaga argentina.
E que problemas Daniel criou. Em sua segunda descida, gol contra de Ayala.
E na jogada do terceiro gol, que começou no campo de defesa com outro atacante (Robinho), Vágner Love prendeu a bola o tempo suficiente para Daniel chegar, e acertar o canto de Abbondanzieri.
Poderia ser quatro, ou cinco, se o Brasil forçasse mais. Mas 3 x 0 já era um placar incontestável o bastante para Alfio Basile simplesmente não aparecer para sua entrevista coletiva.
Os craques argentinos? Messi e Tevez foram anulados por Alex e Juan. E Riquelme, o cérebro, foi implacavelmente controlado por Mineiro.
Grande vitória da Seleção Brasileira, da forma bonita e inesquecível que a caracteriza.
Às vezes, o futebol prega peças como a final da Copa América de 2004. Permite que um time inferior se segure com mais bravura do que brilho. E vença nos pênaltis.
Aí o técnico derrotado diz que foi uma pena, que o time dele não mereceu perder, como Marcelo Bielsa disse no Peru.
Mas há dias como este domingo, em que o time que parece inferior toma conta.
E o técnico derrotado não tem o que dizer.
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Uma das imagens mais imagens mais fortes da final da Copa América aconteceu pouco antes do fim do jogo.
O banco brasileiro já estava em festa, quando começou a distribuição de camisetas promocionais da Copa do Mundo de 2014.
Dunga viu a cena, jogou a pilha de camisetas no chão e, aos gritos, mandou parar a bagunça.
Quer dizer então que foi o Botafogo que (sem querer) dopou Dodô?
E aquele vice-presidente falastrão ameaçou romper o contrato dele, quando sua noiva (de Dodô) falou exatamente isso?
Que piada.
Não é só a cúpula do Corinthians que deve explicações ao torcedor sobre o caso de polícia em que se transformou a parceria com a MSI.
Quem babou ovo para Kia Joorabchian também deve, não deve?
E como teve gente babando ovo...
Vinte e oito dias de cobertura terminaram com um grande jogo.
É para isso que quem faz jornalismo de verdade torce.
Deve ser muito ruim sentir vergonha do que se fez.
E do que não se fez, também.
enviada por André Kfouri
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(O que é isso?)