BLOGOL Kfouri
22/07/2007 14:07

COLUNA DOMINICAL

A polícia está investigando o árbitro.

Suspeita que ele faça parte de uma quadrilha de apostas em jogos, e monitora suas ligações telefônicas para outros envolvidos, com o aparente objetivo de fabricar resultados.

Soa familiar?

Já aconteceu no futebol alemão, sul-africano, italiano, brasileiro, e certamente em muitos outros lugares (e outros esportes) sem que ficássemos sabendo.

Dessa vez o "escândalo do apito" é na NBA.

Tim Donaghy, juiz veterano de 13 temporadas, está na mira do FBI sob a acusação de ter apostado em jogos de basquete nos últimos dois anos.

No período, ele trabalhou em 171 jogos de temporada regular e 20 jogos de play-off. Há suspeita de que Donaghy apostou em partidas nas quais atuou.

Tudo indica que o árbitro é viciado em jogo e teria sido abordado por membros da quadrilha que controla as apostas. O FBI também investiga suas conexões com o crime organizado. Ele pretende se entregar nos próximos dias.

Já dá para ouvi-lo dizendo "Eu fraquejei...", como declarou o árbitro Edílson Pereira de Carvalho, quando seu envolvimento na "Máfia do Apito" foi denunciado pela revista Veja, em 2005.

Péssima notícia para a NBA, que até agora apenas observava como outras duas ligas esportivas americanas lidavam com sérios problemas de imagem.

O beisebol, corroído pelo uso disseminado de esteróides anabolizantes, ainda não sabe de que maneira reconhecerá o recorde histórico de home runs que Barry Bonds está prestes a quebrar.

O rebatedor do San Francisco Giants, também sob investigação federal, não tem como explicar a coincidência entre seu desenvolvimento muscular e o aumento de tacadas para fora dos estádios.

Já o futebol americano, tido como o mais bem administrado esporte dos Estados Unidos, vive às voltas com prisões de jogadores por porte ilegal de armas, tiroteios em boates e outras atividades ilegais.

O caso mais recente foi o indiciamento de uma de suas principais estrelas pelo envolvimento com briga de cachorros.

Policiais encontraram na mansão de Michael Vick, quarterback do Atlanta Falcons, mais de 30 carcaças de pit-bulls, além de equipamentos para treinamento de cachorros de briga e medicamentos veterinários.

Se condenado, Vick pode pegar seis anos de prisão.

Graças ao esporte, as empresas especializadas em gerenciamento de crises vivem uma época de ouro.

Será interessante acompanhar como a NBA resolverá seu escândalo do apito, principalmente se ficar comprovado que Tim Donaghy (e/ou outros) modificou o resultado de jogos.

Poderemos comparar com o que aconteceu no Campeonato Brasileiro de 2005, para sempre manchado por Edílson Pereira de Carvalho e seus "sócios".

Vivendo e aprendendo.

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Estava em todos os jornais de ontem: o Aeroporto de Congonhas sofrerá uma redução de 40% em seu movimento, e um novo aeroporto será construído em São Paulo.

Mas não sei se devo acreditar no que li, porque alguns (poucos) iluminados escreveram para o blog nesta semana, dizendo que a crise aérea brasileira sempre existiu, e que a diferença é a cobertura tendenciosa da mídia.

É... a crise aérea sempre existiu. Aviões sempre explodiram nos aeroportos brasileiros, e o assessor especial da presidência estava apenas tentando desentupir um saleiro...

Ignorância não é o problema. Ignorância por opção é.

Eric Clapton e John Mayer se apresentaram ao vivo na manhã de sexta-feira, num show no Bryant Park, em Nova Iorque.

Tocaram "Crossroads", juntos. Veja aqui e imagine como seria estar lá.

Eu certamente não achava que a Seleção Brasileira de vôlei, uma das mais fantásticas equipes da história dos esportes, fosse o time perfeito.

Porque o time perfeito não existe.

Mas o episódio do corte do levantador Ricardinho, um dos melhores jogadores do mundo, é algo preocupante.

Fiquemos atentos.

A estréia de David Beckham na MLS durou só 15 minutos.

Mas a festa "Bem-vindo à América" na mansão de Tom Cruise, hoje à noite, superará todas as expectativas.

Vou dizer com todo o cuidado do mundo: por favor, não comparemos Thiago Pereira com Mark Spitz.

O jovem carioca tem potencial para fazer muito barulho no curso de sua carreira. Talvez mais barulho do que um nadador brasileiro jamais fez.

Ser comparado com um mito é a última coisa que ele precisa.

Finalmente, um ótimo aniversário para minha mulher, Marina.

Que você seja, para sempre, tão feliz quanto é hoje.

Mas não vai entender nunca como eu sou sortudo.


enviada por André Kfouri






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