03/07/2007 20:30
AS ÚLTIMAS
E eu estava errado.
Não se falou sobre as linhas do Chile na entrevista coletiva de hoje.
Eu tinha certeza de que o assunto seria recuperado, por Dunga, não por nós.
Para os jornalistas, é notícia velha. Achei que Dunga, que trata o contato com os repórteres com a mesma atenção defensiva que dispensava aos atacantes adversários, daria um jeito de explicar o engano.
A entrevista de hoje foi uma pelada entre amigos, perto das últimas. Clima cordial das duas partes.
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Dunga disse duas vezes que Elano não é volante, para explicar que o Brasil não joga com três marcadores puros no meio-de-campo.
Ok, Elano não é volante mesmo. O Elano do Santos de 2002, quero dizer.
Mas falando em função, e não em posição,
nesta Seleção, Elano tem sido volante. Por capacidade (que tem), ele é um híbrido de marcador e criador, mas só está conseguindo fazer metade do trabalho.
Prova disso é que foi substituído nos dois jogos.
Perguntei a Dunga, dos 4 tempos que o Brasil jogou até agora, de qual ele gostou mais.
O segundo contra o Chile, pela produtividade, foi a resposta.
Mas eu gostei mais do segundo tempo contra o México, pelo comando do jogo, mesmo sem gols (é óbvio que estou falando de atuação coletiva, e deixando de lado o esculacho de Robinho contra os chilenos).
E acho que tenho uma explicação: no segundo tempo da estréia, o meio-de-campo tinha dois jogadores predominantemente marcadores: Mineiro e Gilberto Silva. E dois jogadores que só pensam para a frente: Anderson e Robinho (que recuou para a entrada de Afonso no ataque). Mais criação, porém mais risco.
No início do jogo contra o Chile, eram dois na marcação: os mesmos Mineiro e Gilberto Silva; um na armação: Anderson; e um que tinha de fazer as duas coisas: Elano.
Não deu certo e, em vez de soltar, Dunga prendeu. No momento dos gols de Robinho, o meio-de-campo era formado por Gilberto Silva, Mineiro, Josué e Júlio Baptista (que receberam de um dos nossos blogueiros o bem-humorado apelido de "novo quadrado mágico" do Brasil).
O que importa não é o número de volantes e meias (e até de atacantes), e sim o que eles fazem...
Hoje não houve coletivo, por ser véspera de jogo, mas um treino de bolas alçadas na área. Os quatro jogadores acima estavam de colete.
Pode ser o meio-de-campo que iniciará o jogo contra o Equador.
Dunga tem as peças para fazer do Brasil um time mais perigoso, e também um pouco mais vulnerável. Mas não sei se isso está no DNA dele.
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As críticas por conta dos "3 volantes" (ainda que o técnico diga que Elano é meia) fizeram Dunga escorregar uma vez mais.
Em conversa reservada com um jornalista de televisão, ele disse que "a Argentina também joga com três".
Vejamos: o meio-de-campo da Seleção Argentina é formado por Mascherano, Verón, Cambiasso e Riquelme.
Volante, mesmo, aí só tem um. Com muuuuuuuuuito boa vontade, tem dois.
Chamar Verón de volante beira o desrespeito.
E Riquelme será volante no dia em que Elle Macpherson for uma mulher feia.
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Os elevadores do Gran Hotel Puerto La Cruz são um bom teste para a paciência dos hóspedes.
Lentos, às vezes malucos. Um deles não tem sensor de abertura de portas, o que o aproxima de uma máquina de tortura medieval.
O serviço, da recepção ao restaurante, caminha na velocidade de uma expedição ao Monte Everest.
Já são 14 dias... e não importa que a piscina já esteja operacional, ou que haja uma sala para shiatsu, ou que a sala de ginástica finalmente (era só uma esteira) possa receber este nome.
Para quem está ralando, com tudo para ontem e o celular tocando sem parar, hotel é serviço. Nada mais.
Um camarada que viaja com a Seleção (trabalha para um dos patrocinadores) tem a melhor explicação:
"Isto aqui era uma porcaria de um resort 5 estrelas de rede internacional. Aí foi nacionalizado e virou esta maravilha. Tudo funcionando, todo mundo trabalhando de ótimo humor..."
enviada por André Kfouri
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(O que é isso?)